Felicidade, um estado da mente

Vida

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Atividade física adequada, boa alimentação e descanso. Meditação, trabalhar com sentido, prazer e propósito. Comunicar, compreender e ser compreendido. Expressar emoções, cultivar bons pensamentos, praticar o altruísmo, ser honesto, verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Entrar em contato com a natureza, tocar os pés na terra, sentir o cheiro de mato. Abraçar alguém, apreciar momentos em família. Ter um hobby, momentos de lazer, e claro, desfrutar de uma condição financeira adequada. 


Estas atitudes e condições citadas acima são apenas uma parcela do que a ciência tem recomendado para aquilo que cada vez mais tem se tornado objeto de estudo: a felicidade. 

Então, como desfrutar de uma vida plena e feliz?

Essa talvez tem sido uma das perguntas mais frequentes na atualidade. Porém, muito antes da ciência desenvolver estudos para justificar o que favorece ou não a felicidade, surgia a ideia de que as condições internas do ser humano são igualmente, se não até mesmo mais, relevantes para este fim.

Ou seja, a felicidade é, essencialmente, um estado da mente. Portanto, ela pode ser “aprendida” e “exercitada” exatamente da mesma forma que o descontentamento pode ser aprendido e perpetuado. 


Em outras palavras, o que quero dizer é que, você pode estar entre as pessoas privilegiadas, que usufruem das condições citadas anteriormente, e ainda assim, apresentar um elevado nível de estresse e insatisfação. As causas disso podem ser inúmeras, mas, uma delas nos afeta de forma mais corriqueira: o “querer mais”. Pensamento que você mesmo (a) precisa aprender a administrar com cautela. 

Não me leve a mal! Sei que faz parte da própria natureza humana querer mais, já que estamos em constante transformação e evolução. E, é ótimo se esforçar para melhorar, sempre. Todavia, parece que à medida em que conquistamos o que queremos, nos tornamos cada vez mais especializados em perceber o que está “faltando” ou o que “precisa melhorar”. E, por mais que já tenhamos conquistado muito, nossa atenção pode continuar a se restringir apenas ao sentimento do que falta. Esta atitude pode vir a se tornar um hábito, ao ponto de justificar porque ainda não nos permitimos comer uma refeição sem pressa, ou até mesmo dirigir com mais calma.

Por isso, acredito que, assim como somos muito bem treinados para criticar e buscar melhorias em tudo, podemos igualmente guardar um pequeno espaço do nosso dia para treinar o contentamento, apreciar e valorizar a si mesmo (a), as pessoas, os momentos, a vida, em cada detalhe! Dessa forma, quem sabe, será possível criar uma síntese entre essas duas forças aparentemente opostas. 


Sim, você não precisa resolver todos os seus problemas e cumprir todas as tarefas para só depois ser feliz. Cultive os meios e condições que estiverem ao seu alcance para exercitar a felicidade, incluindo suas formas de ver o mundo. A felicidade não é apenas algo que vem de fora, mas também de dentro. Deve ser exercitada e aprendida todos os dias. Tenho certeza de que você deseja ser feliz. Mas, como você está cultivando a sua felicidade?


por Luiz Gustavo Dall’Agnol | Instrutor e sócio proprietário  do Hridaya, Centro de Yoga 

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