Influenciado pelo vizinho, Padel explode em Portugal

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País ibérico tem 80 mil praticantes da modalidade

Nos anos 1990, um esporte novo, com raquetes e bola, em uma quadra de 20m por 10m, com paredes nos fundos e nas laterais que fazem parte do jogo, desembarcava em Lisboa. Por iniciativa de uma empresa espanhola, a All Padel. 

O primeiro campo de Padel em Portugal nasceu no Lisboa Racket Center, segundo a federação espanhola da modalidade.

Os primeiros anos não foram fáceis para o esporte engrenar. Ele começou a ser jogado, apenas, pelos imigrantes da vizinha Espanha. Mas antes da virada do século, com a proliferação de quadras pelo país, o esporte começou a ganhar adeptos locais. 

Atualmente, segundo estimativas das autoridades de Padel lusitanas, 80 mil pessoas praticam o esporte, seja de forma ocasional ou com regularidade. Em 20 anos, o número de quadras de Padel saltou de cinco para aproximadamente 400. Elas estão espalhadas tanto pelo continente quanto pelas ilhas portuguesas.

As quadras históricas, do fim dos anos 1990, foram feitas no Clube de Tênis de Vila Real de Santo Antônio e na Quinta da Marinha. Com o crescimento da modalidade, Portugal passou enviar equipes para os campeonatos europeus e mundiais.   

Em 2008, o torneio europeu chegou ao Estoril e a Portugal, pela primeira vez na história. A equipe portuguesa conseguiu o terceiro lugar na classificação geral, feito considerado histórico até hoje.

Nos últimos anos, delegações portuguesas conseguiram bons resultados internacionais. Em 2015, a seleção feminina foi campeã europeia na Holanda. Há dois anos, quando o campeonato europeu voltou ao Estoril, tanto o time feminino quanto o masculino ficaram na segunda colocação. 

No ano passado, no Mundial do Paraguai, as equipes portuguesas conseguiram os melhores resultados da história. As mulheres obtiveram o terceiro lugar e os homens terminaram na quinta posição.

 

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Etapa portenha do World Padel Tour ratifica ascensão de Alejandro Galán

Em Buenos Aires, promessa espanhola fatura primeiro Master da carreira

Candidato a se tornar um dos maiores jogadores de Padel nos próximos anos, o espanhol Alejandro Galán já tem um Master para colocar em seu currículo. No domingo (9), na quadra da La Rural, em Palermo, Buenos Aires, o madrilenho de 23 anos triunfou ao lado de Juan Mieres, o experiente atleta argentino nascido em Bahia Blanca. 

Após surgir no circuito mundial em 2017 e se consolidar na elite do Padel no ano passado, 2019 começou cheio de desafios para Galán, que decidiu trocar de parceiro para atingir voos mais altos. Estratégia que se mostrou eficiente em Buenos Aires. Mieres, além de ter muita vivência internacional, também conhece bem Galán. Ambos haviam jogado juntos em torneios de menor expressão no passado.

Potência, talento e juventude de um lado, aliada à solidez técnica e experiência de outro. A dupla, nas semifinais do Master de Buenos Aires, superou os  dois primeiros do ranking mundial, Maxi Sánchez y Sanyo Gutiérrez, em um jogo eletrizante, que terminou em três sets. 

Na final, outra partida que teria tudo para ser muito dura. Do outro lado da quadra, uma das lendas do esporte, Fernando Belasteguín, que inclusive jogou na quadra que levava o seu nome, e o brasileiro Pablo Lima, terceiro do ranking mundial. 

O placar eletrônico mostrava 5 games a 5 no primeiro set (o Padel segue a mesma contagem do tênis), quando Belasteguín se machucou na perna direita e precisou abandonar a partida. O que rendeu o título inédito para Galán e Mieres. “Bela” e Lima tentavam o terceiro triunfo do Master de Buenos Aires. 

O calendário do World Padel Tour (www.worldpadeltour.com/), que terá em novembro uma etapa em São Paulo pela primeira vez na história do esporte, marca para o dia 18 de junho, em Valladolid, na Espanha, a disputa de mais um Master. O brasileiro, por causa da contusão de seu parceiro, já decidiu que não vai disputar a competição. Se desejasse disputar a etapa, Lima poderia escolher um outro jogador apenas para esta competição.