Certo e Errado | por Melissa Poletto

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Hoje o texto será sobre certo e errado, e vou me policiar para não ficar em cima do muro, já que sempre tem quem chega com o depende”. Enfim, a pauta é certo e errado, mas poderia ser verdades e mentiras, bem e mal e tantas outras dicotomias que dividem possibilidades e remetem a decisões.

Acho que já contei para vocês sobre meu cuidado com a palavra decisão, não? Eu procuro não carregar junto dela nenhum adjetivo como fácil ou difícil, e venho tendo este olhar também para tarefas. Isto facilita, pois sei que tenho que tomar decisões e executar tarefas; dar adjetivos só tornam as coisas diferentes ou ajudam a acionar um sabotadorque mora na minha mente.

Mas voltando à questão do certo e errado, eu pergunto: certo e errado para quem? Sabe aquela figura do número 6? Ou seria do número 9? Essa definição está diretamente relacionada ao observador. Para um, será 6; e para o outro, será 9. Viram a funcionalidade do para quem? Sempre se faça esta pergunta nas suas decisões do dia a dia. O que estiver alinhado aos seus valores estará certo.

Você sabe por que os relacionamentos são tão difíceis diante do certo e errado ou de qualquer outra dicotomia da vida? Por dois motivos: um porque as pessoas não conhecem seus valores; e dois porque elas não arcam com as consequências das suas decisões. Inclusive, eu acho que a segunda opção é a que gera o maior índice de atritos, quando buscamos convencer o outro da nossa decisão por meio do que é certo ou errado para nós.

Eu parei de fazer isso. Já tive vários relacionamentos pessoais e profissionais que me demandavam muita energia vital” para este convencimento. Quando compreendi que o certo e errado depende do observador e dos valores que ele carrega, que são advindos da sua família, parei de tentar convencer os outros. É injusto querer que outra pessoa abra mão do seu olhar, dos seus valores.

Mas, Melissa, diante disso, qual é a saída? Vou contar o segredo! Tome decisões e arque com as consequências de forma adulta. Traduzindo o que escrevi acima: se eu não concordar com um ponto de vista, não vou mudar o meu através do olhar do outro. Não posso fazer isso pelo simples fato de que estaria desonrando os valores que meus pais, avós, bisavós etc me passaram em toda a minha linhagem.  Vou manter minha decisão galgada nos meus valores e, depois, vou arcar com as consequências.

Vou exemplificar, para ficar mais fácil. Você me diz que é certo acordar diariamente às 05:00 para praticar exercícios, ler e meditar; eu discordo, porque meus valores apontam que eu posso fazer tudo isso em um horário que eu funcione melhor. Eu sei que dei um exemplo banal, mas, pasmem, tem pessoas que quer nos convencer a fazer igual a elas. Enfim, ao discordar, eu assumo as consequências de executar meus cuidados pessoais e, principalmente, de não falar mal da outra pessoa que tem um ponto de vista diferente do meu. BINGO! Isso é o que faz a diferença na nossa vida. Isso é lidar de forma adulta! Sair falando do observador 1, dizendo que ele queria te convencer a acordar às 05:00 e que ele é maluco etc, é uma atitude infantil. Além disso, demonstra que a decisão do outro mora em ti, porque você continua tentando lutar contra o certo dele.

Existem n” situações, algumas mais simples, outras mais complexas, principalmente em relação a sua decisão. Mas acredite! Se você começar a negociar os seus valores, vai acontecer o pior: vocês irá se perder. Sabe por quê? Porque você vai andar contra o que você possui de mais valioso, você irá caminhar contra a sua família.

Encerro esse texto desejando muitas decisões em que se pague o “preço” para manter viva a própria riqueza!